Máquinas Espertas

1
Máquinas Espertas
Add para Comparação

Máquinas espertas, mas sem bom senso

Os computadores não aprendem como os humanos. Na verdade, apenas conseguem reconhecer padrões a partir de dados

Imaginem que tivéssemos uma máquina para viajar no tempo e pudéssemos transportar Isaac Newton do fim do século XVII para hoje. Levaríamos o físico a um lugar que pudesse lhe ser familiar, como, por exemplo, a capela do Trinity College, na Universidade de Cambridge. Uma vez ali, mostraríamos a ele um celular de última geração. Newton, que demonstrou que a luz branca se decompõe em várias cores com a incidência de um raio de sol em um prisma, sem dúvida se surpreenderia que um objeto tão pequeno produzisse cores tão vivas na escuridão da capela. Depois o celular tocaria com uma música que ele pudesse reconhecer, como uma ópera de Haendel. Em seguida, mostraríamos na tela sua obra Principia Mathematica e o faríamos ver como usar os dedos para ampliar o texto. Suponhamos também que mostrássemos a ele como tirar fotos, gravar vídeos e som, fazer cálculos aritméticos com grande velocidade e precisão, contar os passos que andamos, guiar-nos para nosso destino e, sem dúvida, conseguir falar com alguém a milhares de quilômetros.

Newton não seria capaz de dar uma explicação coerente. Não conseguiria distinguir esse dispositivo da magia. O que mais poderia imaginar este pai da física do que pode fazer um dispositivo assim? Acreditaria que pode funcionar indefinidamente? Acreditaria também que esse dispositivo pode transformar chumbo em ouro? A química em sua época era alquimia, então provavelmente sim. Todos tendemos a não ver os limites daquilo que nos parece mágico.

Este é exatamente um dos problemas que temos na hora de imaginar as tecnologias do futuro. Como disse Arthur Clarke nos anos sessenta: “Qualquer tecnologia suficientemente avançada não pode ser diferenciada da magia”. Na inteligência artificial (IA) acontece o mesmo. Parece que seu potencial não tem limites, mas na realidade a IA permanece empacada há mais de 50 anos em uma questão fundamental: como dotar as máquinas de bom senso? Esta é uma questão crucial se queremos conseguir inteligências artificiais em geral indistinguíveis da inteligência humana. Até hoje, os pesquisadores de IA não veem qualquer indício que nos permita afirmar que o problema pode ser resolvido.

Leia mais

sem comentários

Leave a reply

s2Member®

Anuncie o seu produto e venda mais. Dispensar

Registro Nova Conta
Excelente decisão, venha até nós!
Name (obrigatório)
Description
Interesses
Redefinir Senha
Comparar ítens
  • Total (0)
Comparar
0